
Moram em cidades gregas ou bárbaras, como coube em sorte a cada um, e, adaptando-se aos costumes de vestir, de comer e em todo o resto de vida, dão exemplo de uma forma de vida social maravilhosa que, segundo todos confessam, é inacreditável. Habitam na respectiva pátria, mas como estrangeiros; participam em todas as honras como cidadãos e suportam tudo como estrangeiros. Todas as terras estrangeiras são uma pátria para eles e todas as pátrias são terras estrangeiras. Vivem da carne, mas não são segundo a carne. Moram na terra, mas são cidadãos do céu.
Obedecem às leis estabelecidas, mas através do seu teor de vida superam as leis. Amam a todos e por todos são perseguidos. Não os conhecem e condenam-nos; dão-lhes a morte e eles recebem a vida. São mendigos e enriquecem a muitos; encontram-se privados de tudo e tudo têm em abundância. São desprezados e no desprezo encontram glória; difamam-nos e é reconhecida a sua inocência. São injuriados e abençoam; são tratados de modo insolente e eles tratam com reverência. Fazem o bem e são punidos como malfeitores; e, embora punidos, alegram-se quase como se lhes dessem a vida. Mas os que odeiam não sabem dizer o motivo do seu ódio.
Em poucas palavras, os cristãos são no mundo o que a alma é no corpo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo, e os cristãos estão em todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo..."
Documento completo em: http://www.presbiteros.com.br/Patristica/Epistola1.htm
1 comentário:
O cristão era conhecido por amar todas as pessoas, até quem os perseguia...
Hoje em dia nem sempre é assim... Pai, ajuda-nos a renovar o Amor por Ti e pelos outros!
beijos em Cristo
Enviar um comentário