
João Paulo II
João Paulo II
29 de Abril Quarto Domingo da Páscoa
São Gregório Magno (c. 540-604)
Esta é a história de uma jovem cega que odiava-se a si mesma e a todo o mundo por ser cega. Odiava a todos, menos ao seu namorado, ao qual desejava tudo de bom. Um dia, conseguiu um par de olhos sãos. Operaram-na e começou a ver. Depois da operação, o namorado perguntou-lhe se casaria com ele, ao qual ela respondeu que não, porque apercebeu-se que ele era cego. O namorado, triste, compreendeu e afastou-se da sua vida. Quando partiu, disse: Peço-te que cuides bem dos meus olhos, pois ofereci-te-os e agora são teus.
Santo Isaac, o Sírio (séc. VII)
João Paulo II
São Siluane (1866-1938)
Concílio Vaticano II
João Paulo II
Concílio Vaticano II
"No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.» Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos." (São João 20, 1-9)
Que todo o homem piedoso e amigo de Deus goze esta bela e luminosa festa! Que todo o servo fiel entre com júbilo na alegria do seu Senhor! (Mt 25, 23) O que carregou o peso do jejum venha agora receber a sua recompensa. O que trabalhou desde a primeira hora receba hoje o seu justo salário (Mt 20, 1s). O que chegou depois de passada a terceira hora celebre esta festa na acção de graças. O que chegou depois da sexta hora não tenha receio, não ficará prejudicado. Se alguém tardou até à nona hora, aproxime-se sem hesitar. Se houver quem se atrasou até à décima primeira hora, não tenha medo da sua preguiça porque o Mestre é generoso e recebe o último como ao primeiro..., exerce misericórdia sobre aquele mas cumula este. Dá a um e agracia o outro...
São João Crisóstomo
Que nesta Páscoa possamos meditar na Paixão, Morte e Ressurreição daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
A Paixão está associada ao Caminho de sofrimento que nós temos de aceitar, enquanto fiés a Cristo; recordemos que Ele nos disse: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me" (Lucas 9, 23). Recordemos que Ele também nos disse que não somos desde mundo, por isso quem é desde mundo irá-nos perseguir para que nos afastemos do caminho que leva à Salvação e que é só um: o da Cruz. O próprio Pedro tentou o Senhor para que este não cumprisse a sua missão: " Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!" (Mateus 16, 22); isto passou-se quando Jesus revelou o que teria de sofrer. Por isso, é necessário aceitar o sofrimento com fé recordando as palavras do Mestre: " Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua " (Lucas 22, 42). Também São Paulo nos ensina que: "De bom grado, portanto, prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Coríntios 12, 9-10). Paulo tem esta afirmação, porque antes o próprio Senhor lhe tinha dito: "Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza".
Em relação à Morte, podemos associar com a Verdade, pois nós sabemos que em Cristo, a morte não tem a última palavra, porque a Verdade é só uma: "Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora - e é já - em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão" (João 5, 25). Lembremos também que só aqueles que praticaram boas obras é que ouvirão a voz de Jesus, isto porque: "O Pai... julga cada um consoante as suas obras...e fostes resgatados pelo sangue precioso de Cristo" (1 Pedro 1, 17-19).
Por último, é por demais evidente a comparação entre a Ressurreição e a Vida. Bastam estas palavras do Salvador: "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Crês nisto?" (João 11, 25-26). Cremos também nós nisto? Façamos nossas as palavras de Marta: "Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo" (João 11, 27), e também as dos habitantes da Samaria: "nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo" (João 4, 42).
Nelson Viana
S. Serafim de Sarov (1759-1833)