
Estes são os votos sinceros do...
Nelson Viana
Concílio Vaticano II
Santo Agostinho
Orígenes (cerca de 185 - 253), presbítero e teólogo
Tendo como base o diálogo do cego Bartimeu e Jesus, também os participantes do 3º encontro do Fé e Missão, zona Sul, foram convidados a escrever o seu próprio diálogo com o Mestre. Aqui ficam algumas palavras destes jovens, que à imagem de Bartimeu, também eles gritam «Jesus, filho de David, tem misericórdia de mim!»:
Bem, eu fui ao encontro de Jesus e a primeira coisa que Ele me disse foi: ( Aqui começa o diálogo)
Senhor: «Olha à tua volta»;
Eu: Mas Senhor, olho à minha volta e só vejo miséria e pobreza;
Senhor: «Tens de fazer algo para combater essa pobreza»;
Eu: Mas Senhor, eu ainda sou um rapaz que tenho o coração sujo, que precisa de ser limpo. Porque me escolheste a mim?;
Senhor: «Por muito que o teu coração esteja sujo, "podemos" sempre limpá-lo. Pensa na tua vida»;
Eu: Mas Senhor, que queres que eu faça?;
Senhor: «Vem e segue-me»
Rodrigo (Aveiras)
Boa noite, meu Amor. Sabes, quero agradecer-te por estar aqui hoje. “Diversidade é vida” é o tema deste encontro e eu continuo a perguntar-Te: -“Onde queres a minha vida? Para onde queres que eu vá?”E Tu continuas a perguntar-me: “O que queres que eu faça?»” – como respondeste ao cego… Meu Bom Jesus: Ama-me e ajuda-me a Amar-Te mais, a dar-me mais, a ser mais, a testemunhar-Te mais com a Vida que Tu me dás a cada dia.
Eu sei que tu tens coisas bonitas (caminhos, pessoas…) para mim, e Tu sabes que eu estou disposta a sofrer, a sofrer por Amor… mas ouve o meu grito e mostra-me o caminho… Tu sabes que eu me sinto a renascer (como uma planta que quase murchou, mas veio o jardineiro e cuidou-a com carinho e bondade e ela renasceu…).
Obrigado, meu Amor, pelo compromisso que tenho contigo! “O mendigo soube esperar a sua hora” – Ajuda-me, Jesus, a saber esperar a minha hora e a saber reconhecê-la para que possa dar o meu contributo ao Mundo, para “que nada se perca”!Obrigado por me fazeres tão FELIZ!!! Amo-te!!!
Guida
Que quereis hoje de mim Senhor?
E tu? Que podes fazer para me ajudares?
Eu Senhor? Eu, uma planta tão nova que ainda nem madura está?!!...
Com a minha ajuda crescerás. Sou eu que decido quando e quem é que chamo para me seguir.Se hoje te digo para me seguires é porque sei que és capaz, nunca te pedirei mais do que aquilo que me podes dar, pois meu Pai criou-vos seres livres, capazes de escolher qual o caminho melhor para vós. O meu amor por ti é infinito. Tantos são os dias em que acordas e nem um "Bom dia" és capaz de me dizer.Mas mesmo com todos os defeitos que tens eu continuo a amar-te, pois o meu amor é gratuito e eu amo-te por aquilo que és e não por aquilo que gostava que fosses, por isso: SÊ TU MESMA. Seguir-me e seres tu mesma são duas coisas muito difíceis mas "Se Deus não soubesse tirar algo de bom do sofrimento, jamais permitiria que esse nos atingisse".
Jacinta
Senhor,
Quero agradecer-Te o dom de poder dizer um “sim” renovado. Não com a maturidade de Maria mas com a confiança do filho que volta à casa do Pai.
O cego Timeu não teve medo de ir contra os limites humanos e sociais. E gritou por Jesus!
Quero pedir-Te, meu Deus, a força e a coragem para Te acolher e saber fazer a Tua vontade. Só Te peço uma coisa: discernimento! Que saiba a cada dia aceitar-Te na minha vida.
E a quem perguntar porque vivo que saiba responder: por Ti!!
Filipe
Orígenes (cerca 185-253), sacerdote e teólogo
Meu querido irmão:Hoje, enquanto olhava alegremente nos olhos do meu filhinho, perguntei-me como é possível que alguém possa fazer mal a uma criatura inocente como esta que não se pode defender, e chorei por todos aqueles bebés que foram abortados, e não tiveram a sorte que o meu filho teve, de poder nascer e ser embalado nos braços de uma mãe que o esperou com amor.
Anónimo, "Carta ao irmão que não conheço," em Escolha a Vida (Janeiro/Fevereiro de 1991), suplemento "Caminos de Esperanza". Baseada numa experiência de vida real.
Santo António ( cerca 1195-1231 ), franciscano, doutor da Igreja
Nelson Viana
“Escutai todos, judeus e pagãos...; escutai, todos os reinos da terra! Eu não impeço o vosso domínio sobre este mundo, porque “o meu reino não é deste mundo.” ( Jo 18, 35 )
Não temais, então, como aconteceu com Herodes quando soube do nascimento de Jesus…
Não, diz o Senhor “ o meu reino não é deste mundo”. Vinde todos a um reino que não é deste mundo; vinde a ele pela fé, e não quereis tornar-vos cruéis por causa do medo.
É verdade que numa profecia, Jesus, referindo-se a Deus Pai, disse: “Fui eu que consagrei o meu rei em Sião, minha montanha sagrada”. (Salmos 2, 6) Mas este Sião e esta montanha não são deste mundo.
Qual é, então, o seu reino? O seu reino são todos aqueles que acreditam n’Ele e sobre os quais Ele disse: “ Eles não pertencem ao mundo, como eu não pertenço ao mundo.” (João 17, 16) Mas Jesus queria que eles ficassem ainda no mundo, e por isso pediu ao Pai: “Não Te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.” ( João 17, 15) Aqui está porque Ele não disse “ O meu reino não é neste mundo “, mas sim: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas.” (João 18, 36)
De facto, o seu reino está na terra até ao fim do mundo, mas misturado com o joio até ao momento da colheita. ( Mateus 13, 24-30 ) É precisamente aos que pertencem ao seu reino que Ele diz: “…vós não sois do mundo, pois Eu escolhi-vos e tirei-vos do mundo.” ( João 15, 19) Eram, pois, deste mundo, quando ainda não faziam parte do seu reino, e pertenciam ao príncipe deste mundo. É, então, do mundo, todo aquele que foi gerado da estirpe corrupta de Adão; mas todos aqueles que são gerados em Jesus Cristo, pertencem ao reino de Deus e não mais a este mundo.
É deste modo que: “ Deus Pai arrancou-nos do poder das trevas e transferiu-nos para o Reino do seu Filho amado.” ( Colossenses 1, 13 )
" És grande Senhor, e altamente louvável: grande é o teu poder e a tua sabedoria é sem medida. E o homem, pequena parcela da tua criação, pretende louvar-Te; precisamente ele que, revestido da sua condição mortal, traz em si o testemunho do seu pecado, o testemunho de que Tu resistes aos soberbos. Apesar de tudo, o homem, pequena parcela da tua criação, quer louvar-te. Tu próprio a isso o incitas, fazendo com que ele encontre as suas delícias no teu louvor, porque nos fizestes para Ti, e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em Ti. "
Santo Agostinho
Ao invés das palavras "Pai" e "Filho", o nome do "Espírito Santo", a terceira pessoa divina, não é a expressão de uma especificidade; pelo contrário, ele designa o que é comum a Deus. Ora, é precisamente aí que aparece o que é "próprio" da terceira pessoa: é "o que existe em comum", a unidade do Pai e do Filho, a Unidade em pessoa. O Pai e o Filho são um na medida em que vão para além de si mesmos; são um nesta terceira pessoa, na fecundidade do dom. Estas afirmações nunca poderão ser mais do que meras aproximações; só pelos seus efeitos podemos reconhecer o Espírito. Por consequência, a Escritura nunca descreve o Espírito Santo em si; fala apenas da forma como ele vem até ao homem e como se diferencia dos outros espíritos... Judas Tadeu pergunta: "Senhor, como é possível que te queiras manifestar a nós e não ao mundo?" A resposta de Jesus parece ignorar a pergunta: "Se alguém me amar, guardará a minha palavra e nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada". Na realidade, essa é a resposta exacta à pergunta do discípulo e à nossa própria pergunta sobre o Espírito. Não se pode expor o Espírito de Deus como se fosse uma mercadoria. Só o pode ver aquele que o tem em si. Ver e vir, ver e ficar, estão juntos e são indissociáveis. O Espírito Santo permanece na palavra de Jesus e essa palavra não se obtém com discursos, mas com a constância, com a vida.
Papa Bento XVI ( O Deus de Jesus Cristo)
O Pai, ao ter vontade em nos salvar, mostrou-nos pelo Filho toda a sua dedicação, e através do Espírito Santo ensinou-nos o caminho da perseverança que se cumpre em ser obediente até à morte.
Em relação a nós, seres humanos, temos de ter consciência de que a vontade própria de cada um, é o principal para ultrapassar as barreiras que nos separam do encontro com Deus (Dom da Fé). Para que esse encontro possa dar frutos, é necessário que a Fé recebida seja aprofundada com dedicação e gestos de caridade. Por último, para se chegar ao final da caminhada (Salvação), e fazendo com que a vontade e a dedicação não tenham sido em vão, é necessário perseverar até ao último momento em obediência ao Pai, como fez o Filho, guiados pelo Espírito.
Em conclusão, podemos dizer que:
Tudo se inicia a partir do momento que temos vontade de o fazer, e neste caso, para se perseverar até ao fim da caminhada, temos de alimentar a nossa vontade com dedicação, sabendo que não devemos desistir ao primeiro sinal de dificuldade, pois a graça de Deus ajuda-nos a superar aquilo que só por nós não conseguimos ultrapassar.
A confiança na Divina Providência deve ser outro dos valores a cultivar…
Nelson Viana
Para impedir qualquer pergunta indiscreta acerca do momento da sua segunda vinda, Jesus declara: "Essa hora, ninguém a conhece, nem sequer o Filho" (Mt 24,36) e, noutro sítio: "Não vos cabe conhecer os dias e os tempos" (Act 1,7). Ocultou-nos isso para que vigiemos, para que cada um de nós possa pensar que essa manifestação se produzirá durante a nossa própria vida. Se o tempo da sua segunda vinda tivesse sido revelado, essa manifestação seria em vão: as nações e os tempos em que ela se produzisse não a teriam desejado. Ele disse que vem, mas não precisou qual o momento; desse modo, todas as gerações e todos os séculos têm sede d'Ele.É certo que Ele deu a conhecer os sinais da sua manifestação; mas não disse quando aconteceria. Na mudança constante em que vivemos, esses sinais já tiveram lugar e passaram e alguns ainda duram. Com efeito, a sua última manifestação é semelhante à primeira: os justos e os profetas desejavam-na; pensavam que se realizaria no seu tempo de vida. Também hoje, cada um dos fiéis de Cristo deseja acolhê-lo durante a sua própria vida, tanto mais que Jesus não disse claramente o dia em que iria aparecer. Desse modo, ninguém poderá imaginar que Cristo se submeta a uma lei do tempo ou a uma hora precisa, Ele que domina os números e o tempo.
Santo Efrém ( 306 - 373), diácono na Síria, doutor da Igreja